Toda organização possui potencial para evoluir. Entretanto, decisões de qualidade dependem de um diagnóstico estruturado.
O diagnóstico permite identificar:
pontos fortes da gestão;
oportunidades de melhoria;
riscos institucionais;
gargalos operacionais;
necessidades de capacitação;
prioridades estratégicas;
potencial de inovação.
Sem diagnóstico, a gestão baseia-se em percepções. Com diagnóstico, a gestão passa a utilizar evidências.
O Instituto Psiquê está desenvolvendo um Modelo de Excelência em Gestão Socioassistencial.
Um instrumento científico destinado a avaliar a maturidade da gestão municipal da Assistência Social.
O modelo contempla mais de vinte dimensões da gestão pública, abrangendo planejamento, governança, qualidade dos serviços, gestão de pessoas, proteção social, acolhimento, reintegração familiar, controle social, inovação e resultados.
O diagnóstico analisa, entre outros aspectos:
Governança institucional
Planejamento estratégico
Liderança
Gestão por processos
Gestão da qualidade
Gestão financeira
Gestão de pessoas
Vigilância socioassistencial
Articulação intersetorial
Comunicação institucional
Gestão de riscos
Proteção Social Básica
Proteção Social Especial
Serviços de acolhimento
Reintegração familiar
Benefícios socioassistenciais
Conselhos e controle social
Educação permanente
Vigilância da infância e adolescência
Resultados e impacto social
O trabalho envolve:
entrevistas com gestores;
entrevistas com equipes técnicas;
análise documental;
análise dos processos de trabalho;
avaliação das práticas institucionais;
levantamento de indicadores;
identificação de boas práticas;
identificação de oportunidades de melhoria.
Todo o processo é conduzido de forma ética, técnica e confidencial.
Ao final do diagnóstico, a Secretaria recebe um Relatório Técnico contendo:
panorama institucional;
análise dos pontos fortes;
identificação das fragilidades;
avaliação do nível de maturidade institucional;
recomendações técnicas;
prioridades de intervenção;
oportunidades de fortalecimento da gestão.
O relatório serve como instrumento para planejamento e melhoria contínua.
Caso o município tenha interesse, o Instituto Psiquê poderá desenvolver ações como:
capacitações;
supervisão técnica;
desenvolvimento de protocolos;
fortalecimento da rede de proteção;
planejamento estratégico;
monitoramento de indicadores;
consultoria para melhoria dos serviços.
Essas ações são independentes do diagnóstico e somente ocorrerão mediante interesse do município.
Esta apresentação mostra como o Programa Deméter: O desafio; A resposta do Programa Deméter;O diferencial científico; Fundamentos; Objetivo Geral e Específicos; Modelo Metodológico; Capacidades Familiares; Os pilares; Metodologia baseada em evidências; Instrumentos; Resultados esperados.
A Matriz de Identificação de Risco não é útil apenas para os profissionais da proteção especial. Na realidade, ela fornece uma linguagem técnica comum para diferentes setores que atuam com crianças, adolescentes e famílias, favorecendo decisões mais consistentes, comunicação entre serviços e intervenções baseadas em evidências.
Conselheiros tutelares
Técnicos dos Conselhos Tutelares
Profissionais das Secretarias Municipais de Assistência Social
CREAS
CRAS
Serviços de Acolhimento Institucional
Famílias Acolhedoras
Centros de Referência Especializados para População em Situação de Rua (Centro POP)
Equipes de abordagem social
Psicólogos Judiciários
Assistentes Sociais Judiciários
Magistrados da Vara da Infância e Juventude
Assessores técnicos
Equipes interprofissionais dos Tribunais
Mediadores familiares
Conciliadores
Promotores da Infância e Juventude
Assessores técnicos
Psicólogos
Assistentes sociais
Analistas ministeriais
Defensores públicos
Psicólogos
Assistentes sociais
Equipes multidisciplinares
Policiais Civis
Delegados
Escrivães
Investigadores
Delegacias de Defesa da Mulher
Delegacias de Proteção à Criança e ao Adolescente
Polícia Militar (Patrulha Maria da Penha, Polícia Comunitária)
Guarda Civil Municipal
Médicos
Pediatras
Médicos da Família
Enfermeiros
Psicólogos
Psiquiatras
Terapeutas ocupacionais
Fonoaudiólogos
Fisioterapeutas
Nutricionistas
Agentes Comunitários de Saúde
Equipes da Estratégia Saúde da Família
CAPS
CAPSi
Hospitais
Pronto-atendimentos
Diretores escolares
Coordenadores pedagógicos
Professores
Orientadores educacionais
Psicólogos escolares
Assistentes sociais escolares
Equipes de educação inclusiva
Creches
Escolas públicas e privadas
Instituições de acolhimento
Organizações de fortalecimento familiar
Casas-lares
ONGs de proteção à infância
Instituições religiosas que desenvolvem projetos sociais
Organizações internacionais
Psicólogos clínicos
Neuropsicólogos
Psiquiatras
Psicopedagogos
Terapeutas familiares
Terapeutas infantis
Clínicas multidisciplinares
Equipes da Fundação CASA
Medidas socioeducativas em meio aberto
Psicólogos
Assistentes sociais
Educadores sociais
Pedagogos
Professores
Pesquisadores
Programas de pós-graduação
Estudantes de Psicologia
Estudantes de Serviço Social
Estudantes de Direito
Estudantes de Pedagogia
Programas de extensão
Secretários Municipais
Coordenadores de programas
Gestores de políticas públicas
Supervisores técnicos
Equipes de monitoramento e avaliação
A Matriz de Identificação de Riscos é uma ferramenta estruturada para apoiar profissionais na análise de situações que podem comprometer a segurança, o desenvolvimento e o bem-estar de crianças e adolescentes.
No contexto de proteção infantil, sua principal contribuição é organizar informações complexas em critérios objetivos, ajudando o profissional a diferenciar dano já ocorrido, risco de dano e ausência de evidências de risco significativo.
Uma das principais contribuições: organizar o julgamento profissional
Em vez de depender exclusivamente da impressão subjetiva do profissional: "Essa situação me parece grave." a matriz estimula uma análise baseada em evidências observáveis e critérios previamente definidos.
O profissional passa a perguntar:
Que comportamento ou condição foi identificado?
Há evidência de dano?
Qual é a natureza do dano?
Existe risco de dano futuro?
Qual a frequência e duração da situação?
Qual é a gravidade?
A criança está diretamente envolvida ou exposta?
O cuidador reconhece a situação?
O cuidador responde adequadamente?
Existem fatores que aumentam o risco?
Existem fatores de proteção?
Essa mudança é fundamental para a qualificação da prática.
Os níveis de gravidade
Um aspecto muito interessante da matriz que você trouxe para sua apostila é a diferenciação dos níveis de severidade. De maneira geral, ela trabalha com uma gradação:
🔴 Extremamente severo
Situações nas quais existe dano significativo ou risco grave/imediato à criança.🟠 Moderadamente grave
Situações nas quais existe risco relevante de dano ou condições que podem produzir agravamento.🟡 Minimamente severo
Existe alguma evidência de exposição, dificuldade ou dano, mas a situação apresenta menor gravidade e/ou existem respostas protetivas adequadas.🟢 Não é grave
Não há evidências suficientes de dano ou de condições que indiquem probabilidade significativa de maus-tratos.Essa graduação é particularmente importante porque proteção infantil não deve funcionar apenas no modelo "há maus-tratos/não há maus-tratos".
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